sexta-feira, 25 de março de 2011

Por que as pessoas falam "vou ir" / "não vou ir" ?

O português, sem sombras de dúvida, se não o mais, é um dos idiomas mais difíceis do mundo. A língua tem uma gramática muito complexa, flexível e conta com uma enorme variedade vocabular. É muito difícil alguém (ou pelo menos um brasileiro) saber a língua por completo, ..sinceramente não é falar que o brasileiro é "burro", mas realmente ser um expert no nosso idioma é um desafio.. e dos grandes!! Tudo bem que o ensino no Brasil não é dos melhores e dá pra colocar uma parcela de culpa nisso, mas não dá pra falar que o motivo é.. necessariamente esse.
Aliás, por falar em "brasileiro" e "idioma", vamos aproveitar e realçar uma coisa.. "brasileiro" é nacionalidade e "português" é idioma (em Portugal, obviamente, "português" também é a nacionalidade deles!!) .. acredite.. tem gente que confunde!! No entanto, há aqueles que falam que o idioma do Brasil não pode mais ser chamado de "português", e sim, que "brasileiro" já é um idioma devido às várias particularidades que a nossa língua ganhou ao longo do tempo.. e que vários termos e expressões são muito características e só podem ser compreendidos no Brasil, ou até mesmo.. apenas em Estados ou regiões específicas.
Agora vamos ao que interessa: Por que as pessoas falam "Não vou ir" / "Vou ir" ? Pois bem.. o brasileiro tem o costume de utilizar muito as locuções verbais, sempre ouvimos, ou mesmo nós falamos muito frases com "vou jogar", "estou indo", "estava explicando", etc.. Não é que seja errado utilizar esse recurso da nossa língua, mas fazemos isso constantemente. Em alguns casos dá tranquilamente para utilizar uma só palavra em vez de uma locução; exemplificando temos: "jogarei", que é equivalente à "vou jogar".
Contudo, podemos concluir que, ao dizer "não vou ir" / "vou ir", equivocadamente utiliza-se uma locução verbal, porém, com o mesmo verbo: "ir". Por isso; pelo mal costume, ..pelo vício da locução verbal, as pessoas vacilam e se expressam utilizando um português duvidoso.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Manias e teimosias. Ninguém merece!

Quem é que não tem nenhuma mania? Nenhum vício? Nenhum costume estranho? Pois é.. quem é que nunca procurou uma coisa que estava em suas próprias mãos? Esquisito, não?!
Agora vamos falar em costumes irritantes.. ninguém merece estar perto de pessoas que, por exemplo, ficam fazendo barulhos com a boca ou com as mãos, com os dedos.. É agoniante!
Agora.. ninguém merece mesmo estar perto de pessoas que falam gritando, cuspindo.. que fica repetindo toda hora a mesma coisa. Pessoas que falam "pobrema" ou "poblema" ou afins. Que falam "imbigo". Nossa!!
Também tem aquelas pessoas que, quando estão vendo tv com alguém e passa algo interessante a pessoa fala: "olha, você viu?". Putz.. é claro que sim .. Sem comentários!!
Roer unha é o que há! hehe, muito comum..
Ruim é quando, ainda se tratando de televisão, as pessoas ficam conversando, falando e falando enquanto você querendo prestar atenção na tv. É muito ruim.
Vixi, tem muita coisa pra escrever aqui.. aliás, se você tem alguma mania ou conhece aquela teimosia muito chata de alguém, comente e diga qual!!
Lembrei de mais uma curiosidade.. tem gente que sempre fica verificando se apagou a luz ou não, se "desligou" o gás, fechou a porta ou o portão, se tá com a chave na bolsa.. fica pensando um século se vai levar sombrinha ou não, blusa de frio, etc, etc, etc ...

sexta-feira, 11 de março de 2011

Música ruim não é o pior problema do Brasil

" A música brasileira decaiu??? SIM... o funk é um estilo musical horrível??? SIM...essas modinhas são nojentas??? SÃO.... Restart e Banda Cine são bandas ruins?? SEM DÚVIDA.
Mas música ruim está longe de ser o pior problema do país.....sabe o que é pior??

O governo gastando bilhões em construções e reformas de estádios para Copa e Olimpíada enquanto rescém nascidos morrem que nem gado nas maternidades do Pará.... parlamentares miserando um aumento de justo no salário mínimo alegando que vai fazer um rombo na previdência e aumentando o deles em 60%, o que vai custar 780 milhões de reais por mês aos cofres públicos...
Voltando ao norte do país, os madeireiros ilegais matando pra ver o tombo...e acho que não preciso nem falar da epidemia do crack.

(...) música ruim não é o pior problema do Brasil.... Restart é banda que hoje faz um sucesso estrondoso mas amanhã é como se nunca tivesse existido....já os problemas como os que eu citei perduram por décadas e a nossa apatia garante que eles se perpetuem.

(...) já reparou que é bunitinho chegar no meio de uma roda e falar que odeia Restart, Crepúsculo (mesmo que você nunca tenha ouvido ou visto????) .. o negócio é seguir a corrente.... isso nos torna tão vazios quanto os adeptos dessas modinhas.. (...) enquanto perdemos tempo com isso o mundo passa e nós ficamos pra trás perdidos nessa guerrinha de gosto musical....



(...) Em nenhum momento eu falei mal do Brasil. Eu falei que o nosso país tem problemas....nós não temos um governo que merecemos..... Nossa "amada" presidenta, quando Ministra da Casa Civil, arquivou NOVE denúncias contra Sarney. Isso mesmo! NOVE... e nosso "querido" Magno Malta "defensor das criancinhas" de rabo preso com a máfias das ambulâncias aqui no Espírito Santo......(só pra você ver o "bom caratismo" dos nossos governantes). É por essas e outras que eu sou apartidário!...


Governo e nação são coisas extremamente distintas...eu amo o Brasil mas desprezo esse governo sujo..... onde os partidos não tem outras finalidades além de barganhar cargos políticos em Ministérios e Secretarias (...).

(...) é nossa obrigação mudar! Não podemos ficar de braços cruzados.... eu sei que falar é fácil mas a verdade é essa... é como dizem "um povo sem passado é um povo sem futuro"........e que passado pra se orgulhar nossos filhos vão ter se ao invés de lutar por uma país melhor nós estávamos xingando bandinhas???"

► texto de Rafael Souza Muniz

sexta-feira, 4 de março de 2011

A covardia contra os animais

Se não o maior, voar é um dos maiores sonhos do homem, e a respeito disso, ninguém pode dizer o contrário.
Talvez seja por esse tão desejado sonho que os humanos têm inveja dos pássaros, e talvez é essa inveja que faz dele cometer tantas maldades com os pobres bichinhos (ou melhor, ricos bichinhos, porque eles têm algo que nós humanos não temos - asas!). Me parece que ao prender um passarinho numa gaiola, a infeliz pessoa que faz isso pensa algo do tipo: "aham.. te peguei.. agora voa bem alto e vá pra bem longe que eu quero ver, vai!"
Bem dizia o cantor Wando em uma de suas mais famosas canções: "(...) chora coração, passarinho na gaiola, feito gente na prisão (...)".
Prender um passarinho numa gaiola não é o mesmo que ter um cachorro em casa. Os cães são animais domésticos e precisam do aconchego do lar e de todo o amor e atenção que seu dono tem e precisa lhe oferecer.
Prender um pássaro é covardia. Os bichinhos precisam viver a sua vida, no seu habitat natural, fazendo o que lhe é proposto para um animal voador. Eles não cometeram nenhum crime. Não estão às margens das leis humanas. Não têm que obedecer às leis humanas. Não precisam, não têm e não devem ficar presos.
 
Outro exemplo de covardia e de maus tratos com os animais são os rodeios e touradas, assim como brigas de galo. Esses animais são expostos ao ridículo apenas para a diversão de pessoas tolas e apostadores ganharem dinheiro em detrimento de um trabalho sujo realizado com os animais.
O que mais chama a atenção é que essas práticas existem à tempos, são condenadas por ativistas, entidades protetoras dos animais e mesmo assim pode-se dizer que nada é feito para impedir esses atos impiedosos. Talvez nada é feito porque empresários que estão por trás desse tipo de negócio faturam, que por sua vez tem contratos empresariais com governos, que também lucram; ou então sustentam empresas de faixada por trás dos negócios, impedindo de serem identificados, ou tudo isso é apenas um blábláblá.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Meus desatinos

Desde minha mais tenra idade, sonhei em escrever um livro. Um devaneio da infância, mas que, para meu dissabor, continua vivo.

Talvez não haja para mim algo mais frustrante. Como é duro ter nascido no século XX.

Em meio a pensamentos que podem ser julgados blasfemos, sou cercado de ideias, reflexões e indignações, afinal, o que mais pode ser inventado? O que mais pode ser criado ou escrito ou cantado ou falado ou...?

Shakespeare já escreveu Romeu & Julieta, Machado de Assis já escreveu Memórias Póstumas de Brás Cubas, bem como já criou a polêmica de Capitu. Elvis já morreu com seus Blue Suede Shoes; James Brown já aposentou sua Sex Machine; Mozart e Beethoven já nos brindaram com as suas sinfonias; a televisão já foi inventada; o rádio já foi criado e substituído pelo walkman, que foi substituído pelo discman, que por sua vez pelo MP3 Player, que a esta altura já deve haver o MP50; Armstrong já foi à Lua.

“And I think to myself, what a wonderful world.”

E eu penso com meus botões: What’s new Scooby Doo? O que que há velhinho? E agora José?

Eis a minha frustração. De nunca ter pensado coisas óbvias e que se tornaram grandes inventos ou sucessos, como a invenção do fósforo, da linha de unha, do cotonete, da calça jeans,  da vassoura ou do garfo.

Sei que isso pode parecer inveja ou loucuras de uma mente possessiva, mas ora, quem nunca se sentiu assim?

No meu mundo, mundo, vasto mundo, sempre quis fazer algo que auxiliasse a todos de alguma forma. Pena que não obtive êxito.

Enquanto isso, estarei caminhando contra o vento sem lenço e sem documento, por esta Terra de Santa Cruz, fazendo isto que faço.

Reinventar as ideias, repintar as paredes da imaginação e, acima de tudo, reciclar este pequeno ser humano, cujas utopias e quimeras são maiores que os passos que seus pés podem dar.

► texto de Jonatan Rocha do Nascimento (Blog "O Púlpito")

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O CQC mudou a maneira de se fazer humor no Brasil

"Eles estão a solta, mas nós estamos correndo atrás" é o dilema do programa Custe o Que Custar da Rede Bandeirantes, que se tornou uma das maiores atrações televisivas do Brasil. Desde que estreou no país, o CQC tem recebido uma enorme grade de elogios e de críticas, o que significa que o programa tem um conteúdo autêntico e se diferencia dos demais programas humorísticos da nossa televisão.
O CQC é transmitido toda segunda-feira, ao vivo, e reprisado no sábado seguinte na Band. O formato é oriundo da Argentina sob o nome "Caiga quien Caiga", que é exibido desde 1995 no país. O CQC do Brasil estreou em 17 de Março de 2008 em parceria da Band com a Eyeworks Cuatro Cabezas (uma produtora independente da televisão argentina).
Apresentam o programa: Marcelo Tas (@MarceloTas), Marco Luque (@marcoluque) e Rafinha Bastos (@rafinhabastos). O elenco ainda conta com Felipe Andreoli (@andreolifelipe), Oscar Filho (@OscarFilho), Rafael Cortez (@cortezrafa), Danilo Gentili (@DaniloGentili) e Mônica Iozzi. A marca registrada dos humoristas são os óculos escuros e a vestimenta toda de cor preta.


Até a chegada do CQC, o humor na televisão brasileira se limitava apenas à piadas, imitações, histórias e entrevistas. O CQC trouxe para nós um algo mais, o humor inteligente. O programa trás fatos, veracidade, realidade, e faz humor junto à crítica, principalmente para com a política brasileira, que até então era praticamente intocável ao tato do entretenimento.
Custe o Que Custar conta com quadros polêmicos como o "Proteste Já", em que o programa atende à pedidos da população para resolver os problemas da comunidade. O CQC entra em contato com governantes locais e cobra melhorias. Em reportagem exibida no dia 28 de junho de 2010, Danilo Gentili foi agredido por guardas municipais de São Bernardo do Campo-SP. A equipe gravava reportagem sobre uma escola que funciona ao lado de uma área que corre risco de desabamento.
O quadro mais esperado é o Top Five, em que é exibido 5 vídeos de situações inusitadas e engraçadas de fatos que aconteceram na semana. O CQTeste também é uma das principais atrações. Nesse quadro, Rafael Cortez faz perguntas divididas em categorias para personalidades da TV brasileira. Essas pessoas são posteriormente classificadas num ranking geral a partir de sua pontuação no teste.
A mídia, desde o início do CQC vem fazendo comparações dos "homens de preto + a Mônica" com o programa Pânico na TV, exibido pela Rede TV. Os prêmios de comédia e humor, ultimamente, tem sidos praticamente sempre vencidos pelos dois programas, o que acerra a disputa.
Agora vamos falar francamente... o CQC é muito melhor que o Pânico, não acha? O Pânico é muito fútil! É claro que os dois não são atrações que tem aquele intelecto todo, até porque são programas humorísticas, tem como objetivo fazer as pessoas sorrir, mas o CQC mostra a realidade da administração pública no Brasil (com aquele sarcasmo) e cobre eventos de caráter mais relevante do que os do Pânico. Mas isso não significa que o Pânico é ruim. É um programa divertido, aliás, a audiência do domingo à noite é um grande páreo entre Pânico e Fantástico (da Rede Globo).

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A tentativa falha de acabar com o preconceito

O preconceito nada mais é do que um resquício da história. As pessoas procuram sempre esconder o que sentem em relação a esse assunto, que sempre está na mídia e, claro, é muito relevante por se tratar de algo que mexe com o auto-estima da pessoa e sua relação geral com a sociedade.
Quero retratar aqui especialmente o preconceito e discriminação contra negros e mulheres.
Quando aparece no noticiário, jornal, televisão, etc, que tal pessoa foi a primeira mulher a fazer/conseguir tal coisa, ou mesmo quando a notícia se refere a um negro, isso já é, se não o maior, um caso gravíssimo de preconceito e discriminação. Ora, se está escrito algo desse tipo num noticiário, significa que negros e mulheres são inferiores/incapazes, e quando eles conseguem tal feito, se tornam um destaque na sociedade. Esses assuntos deveriam ser tratados como um acontecimento comum, não deveria ter tamanha relevância.
O mesmo acontece quando são feitos discursos, em que negros e mulheres falam em quebrar barreiras, vencer obstáculos, acabar com o desequilíbrio de sexo e raça na sociedade. Quando essas pessoas discursam sobre esse tipo de assunto, elas estão se rebaixando, se ridicularizando; estão se achando inferiores e tentando reverter essa situação. As coisas tem que acontecer naturalmente, e não ficar expondo que você está tentando isso ou aquilo e divulgar quando conseguir. Isso é se expor ao ridículo; é dizer que sua raça ou seu sexo é inferior aos demais, porém, apesar disso, uma vitória foi alcançada, ou seja, existe aí um auto-preconceito, uma auto-discriminação.
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