sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O CQC mudou a maneira de se fazer humor no Brasil

"Eles estão a solta, mas nós estamos correndo atrás" é o dilema do programa Custe o Que Custar da Rede Bandeirantes, que se tornou uma das maiores atrações televisivas do Brasil. Desde que estreou no país, o CQC tem recebido uma enorme grade de elogios e de críticas, o que significa que o programa tem um conteúdo autêntico e se diferencia dos demais programas humorísticos da nossa televisão.
O CQC é transmitido toda segunda-feira, ao vivo, e reprisado no sábado seguinte na Band. O formato é oriundo da Argentina sob o nome "Caiga quien Caiga", que é exibido desde 1995 no país. O CQC do Brasil estreou em 17 de Março de 2008 em parceria da Band com a Eyeworks Cuatro Cabezas (uma produtora independente da televisão argentina).
Apresentam o programa: Marcelo Tas (@MarceloTas), Marco Luque (@marcoluque) e Rafinha Bastos (@rafinhabastos). O elenco ainda conta com Felipe Andreoli (@andreolifelipe), Oscar Filho (@OscarFilho), Rafael Cortez (@cortezrafa), Danilo Gentili (@DaniloGentili) e Mônica Iozzi. A marca registrada dos humoristas são os óculos escuros e a vestimenta toda de cor preta.


Até a chegada do CQC, o humor na televisão brasileira se limitava apenas à piadas, imitações, histórias e entrevistas. O CQC trouxe para nós um algo mais, o humor inteligente. O programa trás fatos, veracidade, realidade, e faz humor junto à crítica, principalmente para com a política brasileira, que até então era praticamente intocável ao tato do entretenimento.
Custe o Que Custar conta com quadros polêmicos como o "Proteste Já", em que o programa atende à pedidos da população para resolver os problemas da comunidade. O CQC entra em contato com governantes locais e cobra melhorias. Em reportagem exibida no dia 28 de junho de 2010, Danilo Gentili foi agredido por guardas municipais de São Bernardo do Campo-SP. A equipe gravava reportagem sobre uma escola que funciona ao lado de uma área que corre risco de desabamento.
O quadro mais esperado é o Top Five, em que é exibido 5 vídeos de situações inusitadas e engraçadas de fatos que aconteceram na semana. O CQTeste também é uma das principais atrações. Nesse quadro, Rafael Cortez faz perguntas divididas em categorias para personalidades da TV brasileira. Essas pessoas são posteriormente classificadas num ranking geral a partir de sua pontuação no teste.
A mídia, desde o início do CQC vem fazendo comparações dos "homens de preto + a Mônica" com o programa Pânico na TV, exibido pela Rede TV. Os prêmios de comédia e humor, ultimamente, tem sidos praticamente sempre vencidos pelos dois programas, o que acerra a disputa.
Agora vamos falar francamente... o CQC é muito melhor que o Pânico, não acha? O Pânico é muito fútil! É claro que os dois não são atrações que tem aquele intelecto todo, até porque são programas humorísticas, tem como objetivo fazer as pessoas sorrir, mas o CQC mostra a realidade da administração pública no Brasil (com aquele sarcasmo) e cobre eventos de caráter mais relevante do que os do Pânico. Mas isso não significa que o Pânico é ruim. É um programa divertido, aliás, a audiência do domingo à noite é um grande páreo entre Pânico e Fantástico (da Rede Globo).

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